YOUCAT

Catecismo Jovem da Igreja Católica

YOUCAT é o Catecismo da Igreja Católica para jovens e adolescentes. Os conteúdos mais importantes da fé estão sintetizados e organizados em forma de perguntas e respostas de fácil entendimento. YOUCAT foi aprovado pela Congregação para a Doutrina da Fé em Roma e oficialmente publicado pela Conferência dos Bispos da Áustria. Com mais de 5 milhões de cópias vendidas, é um dos livros Católicos mais vendidos no mundo.

172 — Quantos sacramentos existem e como se chamam?

     A Igreja conhece sete Sacramentos: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Reconciliação, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.

173 — Para que precisamos nós de sacramentos?

    Precisamos dos Sacramentos para crescermos para além desta nossa vida humana pequena e para nos tornarmos, através de Jesus e como Jesus, filhos de Deus em liberdade e glória. [1129]

     No Batismo, passamos de “ameaçados filhos humanos” a “protegidos filhos de Deus”; através da Confirmação, passamos de “pessoas que procuram” a “pessoas decididas”; mediante a Confissão passamos de “culpados” a “reconciliados”; pela Eucaristia passamos de “famintos” a “pão para os outros”; no Matrimônio e na Ordem passamos de “individualistas” a “servos do amor”; através da Unção dos Enfermos passamos de “desesperados” a “pessoas confiantes”. Em todos os sacramentos, o Sacramento é o próprio Cristo. N’Ele crescemos da inutilidade do egoísmo para a verdadeira Vida, que não mais acaba.

174 — Por que razão não basta a fé em Jesus Cristo? Por que motivo Deus nos dá também os sacramentos?

     Devemos e podemos chegar a Deus com todos os sentidos, e não apenas com a inteligência. Por isso, Deus dá-Se a nós nos sinais terrenos — pão, vinho e óleo, através de palavras, unções e imposições das mãos. [1084, 1146–1152]

As pessoas viram Jesus, ouviram-nO, puderam tocá-lO, experimentando com isso a cura e a salvação do corpo e do espírito. Os sinais sensíveis dos sacramentos mostram essa maneira de abordar que atinge o ser humano na sua totalidade, e não apenas a cabeça.

175 — Por que pertencem os sacramentos à Igreja? Por que não os podemos utilizar como desejarmos?

      Os Sacramentos são dons de Cristo à Sua Igreja. É sua missão celebrá-los em favor do Povo de Deus e preservá-los de atitudes abusivas. [1117–1119; 1131]

Jesus confiou as Suas palavras e os Seus sinais a pessoas concretas, nomeadamente aos Apóstolos, para as transmitir; não as entregou a uma massa anônima. Não os pôs à disposição da liberdade de qualquer um, mas reservou a sua gestão a um grupo específico. Os Sacramentos são para a Igreja e existem “através” da Igreja. Eles existem para ela porque o “corpo de Cristo”, que é a Igreja, precisa ser constituído, alimentado e aperfeiçoado. Eles existem “através” da Igreja pois os sacramentos são as forças do “corpo de Cristo”, como, por exemplo, na Confissão, em que Cristo, “através” do Sacerdote, nos perdoa os pecados.

176 — Que sacramentos se recebem apenas uma vez na vida?

      São o Batismo, a Confirmação e a Ordem. Estes Sacramentos imprimem no cristão um selo indelével. O Batismo e a Confirmação tornam-no, de uma vez por todas, filho de Deus e semelhante a Cristo. A Ordem também marca o cristão definitivamente. [1121]

Tal como uma pessoa é e permanece sempre filha dos seus pais (e não apenas “às vezes” ou “um pouco”), também ela se torna para sempre, pelo Batismo e pela Confirmação, filha de Deus, semelhante a Cristo e pertencente à Igreja. De igual modo, a Ordem não é uma profissão que se tem até reforma, mas um dom gratuito e irrevogável. Porque Deus é fiel, a ação destes Sacramentos — predisposição jpara o chamamento de Deus, vocação e proteção — mantém-se para sempre. Consequentemente, estes sacramentos não podem ser repetidos.

177 — Por que motivo os sacramentos pressupõem a fé?

     Os Sacramentos não são magia. Um sacramento só pode ter efeito se for entendido e recebido na fé. Os sacramentos não pressupõem apenas a fé, mas também a fortalecem e exprimem. [1122–1126]

    Jesus encarregou os Apóstolos, primeiro, de fazer discípulos pelo anúncio, isto é, despertar a sua fé, e só depois de os batizar. Portanto, são duas coisas que recebemos da Igreja: a fé e os Sacramentos. Também hoje uma pessoa não se torna cristã através de um simples rito ou da inscrição numa lista, mas através do acolhimento da fé autêntica. Recebemos a verdadeira fé da Igreja, que dá garantias da sua veracidade. Porque a fé da Igreja é exprimida na Liturgia, nenhum rito sacramental deve ser alterado ou manipulado a bel-prazer individual de um ministro ou de uma comunidade.

178 — Fica sem efeito uma celebração sacramental presidida por um ministro indigno?

       Não. Os Sacramentos agem por força do ato sacramental realizado (ex opere operato), isto é, independentemente da atitutude moral ou da orientação espiritual do ministro. Basta ele querer fazer o que a Igreja faz. [1127–1128, 1131]

Em todo caso, os ministros dos Sacramentos devem ser pessoas exemplares. No entanto, não é por causa da Santidade dos seus ministros que os sacramentos se tornam eficazes, mas porque é o próprio Cristo que age por eles. Além disso, Ele tem em conta a nossa liberdade quando recebemos os sacramentos, pelo que ele só têm efeito se nos entregarmos a Cristo.

193 — Existe alguma lógica que une os sacramentos?

     Os Sacramentos são todos um encontro com Cristo, que é, no fundo, o sacramento original. Há sacramentos da Iniciação, que introduzem na fé: o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia. Há sacramentos da cura: a Reconciliação e Unção dos Enfermos. E há sacramentos da comunhão e do envio: o Matrimónio e a Ordem. [1210–1211]

      O Batismo une a Cristo. A Confirmação concede-nos o Seu Espírito. A Eucaristia liga-nos a Ele. A Reconciliação reconcilia-nos com Cristo. Pela Unção dos Enfermos, Cristo cura, fortalece e consola. No sacramento do Matrimónio, Cristo promete o Seu amor no nosso amor e a Sua fidelidade na nossa fidelidade. Pelo sacramento da Ordem, os Sacerdotes podem perdoar os pecados e celebrar a Santa Missa.

248 — Quais são os sacramentos de serviço à comunhão?

      Quem é batizado e confirmado pode também assumir um envio especial, pondo-se ao serviço de Deus. Isso acontece mediante dois sacramentos próprios: a Ordem e o Matrimónio. [1533–1535]

       Ambos os sacramentos têm algo em comum: são instituídos para os outros. Ninguém é simplesmente ordenado para si mesmo, como ninguém entra no estado matrimonial apenas para proveito próprio. Os Sacramentos da Ordem e do Matrimónio visam a construção do Povo de Deus, isto é, eles são um canal através do qual Deus faz o amor fluir para o mundo.

272 — O que são sacramentais?

     Sacramentais são sinais ou ações sagradas em que é concedida a bênção. [1667–1672, 1677–1678]

      Os sacramentais comuns são a água benta, a consagração dos sinos ou do órgão, a bênção da casa ou do automóvel, a imposição das cinzas, os ramos da Semana Santa e o círio pascal.

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© Paróquia de Santo Amaro - Pe. Ignácio F. Rodrigues